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Revista: Afinal Data: 09/1988 Matéria: Ciências - De olho no futuro João Barassal Neto, por exemplo, com tendências criativas diferentes, são inventores típicos. E mais: não encarnam o estereótipo do aloprado, daqueles que dão mais valor às suas horas de introspecção do que à família. |
E, recentemente, o órgão do Ministério da Indústria e Comércio deferiu o pedido do “Conjunto para Identificação Digital de Número de Chassi”, invento ao qual Barassal já deu nome comercial: Black Box.
“João Louco”- Entre chips, projetos para a Bosh, para uma montadora de veículos e para um astrônomo (aparelho conectado ao telescópio que o direciona para o ponto escolhido do cosmo, anulando o efeito do movimento de rotação da terra), “João Louco”- como é chamado por alguns amigos - acredita nas pessoas de impulsos diferentes dos da média da população. “As pessoas meio alopradas”, argumenta, “ me acompanham com rapidez na absorção das minhas idéias”. Essas pessoas são os aprendizes de inventor que estagiam na JBN.
João Barassal, com seu inseparável caderninho de anotações, não passa receita para quem quiser ser um inventor, mas lembra o fator “nato, o dom que vem de dentro, o que torna as pessoas um pouco fechadas em si mesmas”. Ele, porém, não se considera uma delas.
O único reparo que ele faz à
carreira é a falta de apoio à pesquisa, o
descrédito das indústrias e os preços dos
materiais, para a confecção dos protótipos.