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Revista: IPESI Data: 03/91 Até abril, um novo carro nacional deverá estar rodando nas estradas brasileiras. |
A parte eletrônica do Tuffi 4.1 foi totalmente desenvolvido pela JBN Electronics. João Barassal Neto, diretor presidente da empresa, garante: “Trata-se de um sistema computadorizado para veículos, onde uma CPU dedicada realiza todo controle e monitoração do automóvel”.
A opção da JBN em utilizar a arquitetura centralizada (um processador é responsável por todo controle do carro) deve-se ao fato de ser mais fácil controlar um microclima dentro do carro do que vários microclimas. “A tendência anterior era o processamento distribuído. A atual é centralizar tudo numa única CPU, porque torna-se mais simples criar um ambiente específico para toda parte eletrônica”, explica Flávio Pinto Freire, chefe da divisão de desenvolvimento da JBN.
“Numa arquitetura centralizada - esclarece Freire -, basta fazer uma placa e uma CPU altamente imune para aumentar a confiabilidade do sistema. Esse processo permite a dedicação a uma única peça. No caso da arquitetura distribuída, além de se ter que trabalhar com uma quantidade enorme de fios, se tem problemas distribuídos, porque é impossível controlar vários ambientes dentro de um veículo”.
Os críticos da arquitetura centralizada para os automóveis alertam para o fato de que os sistemas eletrônicos, ao contrário dos mecânicos que tem um desgaste gradativo, tendem a quebrar sem nenhum aviso prévio, aumentando os riscos de falhas paralisantes, sem contar a maior vulnerabilidade às interferências eletromagnéticas.
Essas questões, segundo Freire, foram consideradas pela JBN. O sistema foi desenvolvido com um esquema de supervisão. “Existe um circuito totalmente dedicado a essa função. Além disso, todos os circuitos possuem segurança intrínseca, de tal forma que ele só vai atuar se houver a certeza de que tudo está funcionando perfeitamente. No caso do rompimento de um fio, por exemplo, não haverá nenhuma atuação errônea do tipo desligar o motor ou não abrir as portas”, garante.
Outro aspecto que aumenta a confiabilidade do sistema da JBN é que ele prevê, inclusive, a possibilidade de falhas - no caso de um mau funcionamento esporádico existem circuitos para recuperação. “Diante de um pane por interferência eletromagnética muito forte, o sistema sai do ar e volta numa questão de microssegundos. Agora, se houver um problema mais grave - a placa pegar fogo, por exemplo - o usuário pode comutar o carro para o modo manual em poucos minutos e o veículo funciona como outro qualquer”, afirma Freire.
A possibilidade de haver falhas paralisantes é bem menor no Tuffi 4.1 do que nos convencionais, porque o sistema eletrônico, que supervisiona a parte mecânica, fornece ao usuário informações precisas e de melhor qualidade. “Na realidade há um software supervisionando tudo. Qualquer falha no veículo, ele passa para o modo manual, avisando ao usuário, inclusive por voz. Se a temperatura aumentar, por exemplo, o sistema avisará , repetindo a mesma informação três vezes. A partir daí, se o usuário decidir rodar, sem solucionar o problema, o sistema lembrará que ele é responsável pelos próprios atos”, comenta Barassal Neto.
Se em função desse super aquecimento o motor do carro vier a fundir, ao ser feito o autocheque, o computador acusará que o usuário foi informado sobre o problema e que decidiu continuar rodando. “Na verdade, existe uma caixa preta que supervisiona, dá estatísticas do veículo e como ele foi conduzido. Qualquer irregularidade será comunicada”, afirma Barassal Neto.
CARACTERÍSTICAS DO TUFFI 4.1
Acionamento do motor via controle remoto ou em
programação;
Agenda eletrônica;
Alarme computadorizado;
Autocheque geral do veículo;
Controle da abertura e fechamento de vidros e portas;
Controle das lanternas e do farol alto;
Controle dos bancos e espelhos com memória;
Controle remoto total;
Distância crítica de frenagem;
Estatísticas de consumo de combustível, óleo,
pneus, filtros, etc;
Estatísticas de desempenho e forma de utilização
o veículo;
Indicação de marcha apropriada;
Indicação de perigo via áudio e
vídeo;
Informações atravéz de voz sintetizada e
digitalizada;
Lincagem do sistema com PC;
Mapas com informações de bairros e estradas;
Supervisão total do motor;
Teste de lâmpadas e acessórios queimados.
POSSIBILIDADES FUTURAS:
Acionamento do veículo via telefone celular;
Autocheque do veículo via telefone celular;
Conecção com telefone celular para transmissão /
recepção de fax;
Controle do veículo via telefone celular;
Controle i integração com freios ABS e
injeção eletrônica;
Integração com GPS (navegação auxiliada
por satélite).