Jornal O Globo

Jornal: O Globo Data: 20/05/91

TUFFI, O PRIMEIRO CARRO NACIONAL INFORMATIZADO

Provisoriamente chamado de Tuffi 4.1, o carro - que não pode ser fotografo por que o fabricante teme espionagem industrial - absorveu investimentos de U$$ 2,5 milhões. Seu design esporte inspira-se nos modelos da Ferrari, mas é impulsionado pelo motor do Opala Diplomata, com 6 cilindros e versões para álcool e gasolina atingindo até 200 Km/h.


A carroceria é em fibra de vidro, podendo transportar quatro pessoas. Segundo Aluízio Militão da Silva, engenheiro que projetou o veículo e Diretot Industrial da Tuffi, uma empresa que atua com bens de informática, a produção inicial será de seis carros por mês, podendo chegar a 20 unidades, que estarão à venda a partir de julho. Toda a parte eletrônica do Tuffi 4.1 consumiu U$$ 900 mil e foi desenvolvida pela JBN Electronics, empresa paulistana. Seu Diretor-Presidente, João Barassal Neto, garante que não há registro de um outro veículo que reuna tantos comandos. O Tuffi 4.1 possui controle remoto total, que permite, por exemplo, abrir e fechar portas e janelas, ligar e desligar o carro, acender e apagar os faróis. Com o controle, o usuário pode aquecer o motor do carro enquanto toma café (duas buzinadas avisam quando ficou aquecido). O painel do Tuffi 4.1 foi montado com cristal líquido, que oferece informações - com voz digitalizada: sobre quantidade e consumo de combustível, temperatura e peças com problema.

O Tuffi pode ainda identificar a velocidade ideal para se chegar a um determinado local, avaliando a quantidade de combustível necessária e o desempenho do carro.

- O computador sabe por exemplo, o gasto médio de combustível do motor e se, por um motivo qualquer, o consumo for maior, o usuário será avisado - diz Barassal, ressaltando que, em caso de assalto, o Tuffi simula que está pifando ou ainda se fecha totalmente, trancando o ladrão dentro dele.

O Tuffi 4.1, será entregue ao usuário com supervisão total do motor; controle de amortecedores e faróis altos; mapas com informações de bairros e estradas; estatísticas de desempenho e forma de utilização do veículo; distância crítica de frenagem; indicação da marcha apropriada; indicação de perigo; e autocheque geral. Cada autorizada será equipada com um micro, que em comunicação com o computador do carro listará peças a serem trocadas e a causa do defeito.