Reportagem Paragon

Revista: Revista Nacional de Telecomunicações Data: 07/1980

O SOM SOB MEDIDA

 


Quem ouve o sistema Sebastian fica impressionado com o resultado final, em termos de alta fidelidade. É algo novo e jamais experimentado, como sensação diante do som gravado. Ninguém iria dizer que está finalmente superada a barreira entre a reprodução eletrônica e a música ao vivo. Isso ainda é um sonho, sabemos. Mas o avanço é realmente espetacular por duas razões.

Primeiro, por ser conquista da indústria brasileira. Segundo, porque ele resulta de algo realizado com tecnologias convencionais sem o recurso de tipos especiais de gravações digitais, de discos de laser ou mesmo de gravações diretas (DDR). A prova final para estas informações foi feita com boas gravações convencionais, reproduzidas em toca-discos Thorens 125, com cápsula Grado III-A.

A Paragon, que fabrica o sistema Sebastian, não poderia sobreviver apenas com esse produto. Por isso, ela continuará fabricando a linha anterior da Wagner Main do Brasil. O engenheiro eletrônico Wagner Main deixou a empresa. Tudo ali foi reformulado. Mas a Paragon continuará, com novo filosofia, a sofisticar sua linha de pré-equalizadores, mixers, e o sistema profissional LM 747 (pré e power).

São dirigentes da Paragon: Sebastian Laper, eng. Sérgio N. Morais (diretor técnico), José Dionísio F. Terron (gerente de Áudio), João Barassal Neto (Desenvolvimento e Controle de qualidade), Francisco Luís Battaini (exportação), Eduardo Luís Custódio (sonofletores), e Pedro Ragauskas Araújo (assistência técnica).